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A experiência é o que vai mover 2022

29 de dezembro de 2021

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A experiência é o que vai mover 2022

O indivíduo como o centro da tomada de decisão e o foco na jornada do cliente serão os direcionadores do empreendedor para o próximo ano

A necessidade de se reinventar de acordo com as tendências de mercado não é novidade na vida do empreendedor. Ano após ano, a dinâmica de consumo passa por mudanças e aqueles que querem seguir fortalecidos precisam se adaptar. Em 2022 não será diferente. Temos vivido uma transformação gigante na forma como nos relacionamos e como conquistamos novos clientes, o que ganha ainda mais relevância visto o crescimento significativo de novos empreendimentos em relação a 2020. O segmento de MEIs, por exemplo, cresceu 8,4% em 2020, o que representa mais de 20 milhões de negócios ativos apenas nessa categoria.

Mas de nada vale apenas abrir um novo empreendimento, não é mesmo? O empresário precisa planejar a construção e a manutenção de um negócio sustentável. Nesse aspecto, um estudo recente da Universidade de Boston destacou alguns pilares de gestão que irão definir o futuro desses empreendedores. São eles:

Para manter um negócio vivo em 2022, também será importante estar atento às formas de consumo, que já são bastante diferentes do que eram há dois anos. Por isso, o empreendedor deve se preparar para enfrentar mudanças com resiliência, e ser flexível para reestruturar a sua rotina de trabalho. Afinal, nunca se sabe quando virá o próximo percalço.

Vale também destacar que, após períodos de recessão como o que temos vivido, existe a tendência de que momentos que gerem boas experiências para o consumidor ganhem ainda mais valor. Isso, somado ao volume de novos empreendimentos surgindo, torna ainda mais urgente que o mercado prepare todo seu ecossistema para focar no cliente, e não pura e simplesmente na entrega de produtos e/ou serviços. Ou seja, é preciso mergulhar no entendimento da demanda real do cliente, considerando o atributo emocional em toda a sua jornada de contato com a marca.

Outro ponto relevante a ser considerado são as grandes mudanças no contexto socioeconômico no Brasil, que afetam diretamente o comportamento do consumidor. Por isso, é comum que em 2022, encontremos uma maior propensão do indivíduo em retrair o consumo do produto puramente dito, para investir mais em momentos que lhe gerem uma vivência positiva. Ou seja, ele passa a dar mais valor aos seus recursos e a avaliar os seus gastos levando em consideração não só o desejo direto de compra, mas também o significado emocional que aquela compra trará para a sua vida.

Obviamente o consumo seguirá acontecendo, porém de forma mais consciente e controlada. A obstinação pela realização de sonhos será a mola propulsora desse novo perfil de consumidor, que até então não existia.

A WGSN (Worth Global Style Network), empresa de previsão de tendências e comportamento de consumo, traz três perfis para 2022. Abaixo você conhece um pouco mais sobre os estabilizadores, os comunitários e os novos otimistas.

Fonte: Worth Global Style Network

O próximo ano também será de inúmeras oportunidades. E vale lembrar que com estas, vêm grandes desafios. O aumento exponencial nas interações virtuais com os clientes, por exemplo, irá ampliar ainda mais a capilaridade das ações de vendas. Essa é uma grande oportunidade de ganho em escala, mas também gera a necessidade de considerar as plataformas online em seu mix de abordagens para fomento do seu negócio se quiser se destacar frente à concorrência.

 

Se for investir no seu negócio para o ano de 2022, ou iniciar uma empresa, o caminho é focar em recursos que ampliem a abrangência do empreendimento. Implementação de e-commerce, formato de trabalho remoto, criação de conteúdo para mídias online e infroprodutos – cursos online, e-books, audiobooks, etc -, são exemplos de investimento que valem a pena para o próximo ano.

Aqui fica uma dica: diante desse cenário, buscar conhecimento para saber lidar com as situações de crise, fazer a gestão dos recursos de forma austera, realizar investimentos em ferramentas e ações com baixo custo de implantação e possibilidade de ganho em escala, serão importantes diferenciais competitivos.

Em resumo, todo o ponto de contato com outro ser humano é uma oportunidade de conversão de vendas. O consumidor, que agora se torna phygital – comportamento de consumo híbrido, mesclando os contatos digitais e físicos – demanda que o empreendedor considere cada detalhe da rotina desse cliente no desenvolvimento do seu plano de negócio.

Ou seja, em 2022, a pergunta frequente que precisa ser feita é: qual é a memória que o meu negócio gera nas pessoas que cruzam o nosso caminho?

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*Texto de Natanael Sena: membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), filiado à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a International Brain Research Organization (IBRO), Natanael Sena é Sócio da Brand & Stories e Fundador da InSenna Storytteling. 

 

Fonte: Consumidor Moderno

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