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Produtos da Seleção Brasileira entram no radar do consumidor após lista oficial

22 de maio de 2026

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Produtos da Seleção Brasileira entram no radar do consumidor após lista oficial

Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil aponta que 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou serviços para a Copa do Mundo 2026

A convocação oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026 deve marcar mais do que a definição dos 26 jogadores que representarão o país no torneio. Para o varejo, a lista também funciona como um gatilho de consumo, especialmente para produtos ligados ao futebol, ao clima de torcida e à identidade com a Seleção. Com os nomes definidos, camisas, bandeiras, acessórios, uniformes e itens temáticos passam a ganhar mais apelo nas vitrines, nas lojas virtuais e nas campanhas promocionais.

De acordo com a pesquisa “Intenção de compras para Copa do Mundo 2026”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços durante o período da competição. A estimativa é de que 99,2 milhões de brasileiros devem ir às compras por causa do torneio.

Entre os itens mais citados pelos consumidores, o vestuário aparece com força. Roupas, camisetas, uniformes específicos da Seleção Brasileira e peças ligadas à Copa do Mundo estão nos planos de 61% dos entrevistados, atrás apenas de bebidas não alcoólicas, como refrigerantes, água, sucos, energéticos e chás, citadas por 68%, e petiscos, mencionados por 62%.

O dado mostra que a Copa do Mundo não movimenta apenas supermercados, bares e delivery. O evento também abre espaço para o varejo esportivo, lojas de departamento, comércios de rua, marketplaces e pequenos lojistas que trabalham com camisetas, acessórios, bandeiras, bonés, decoração e outros produtos temáticos.

Convocação transforma expectativa em consumo

A divulgação da lista final da Seleção Brasileira cria uma nova onda de interesse em torno da Copa. É quando nomes, camisas, números e personagens passam a fazer parte da conversa do consumidor. Para o varejo, esse é um momento estratégico para ativar campanhas, organizar vitrines, reforçar estoques e criar ações ligadas ao sentimento de torcida.

A pesquisa mostra que há espaço para esse movimento. O ticket médio estimado para gastos extras durante a Copa do Mundo 2026 é de R$ 619, chegando a R$ 784 entre consumidores das classes A e B. Isso inclui produtos e serviços comprados exclusivamente para o período da competição.

Além disso, 44% dos consumidores pretendem antecipar as compras em até uma semana, seja para aproveitar promoções, evitar filas ou garantir os itens desejados antes dos jogos. Esse comportamento reforça a importância de o varejo não esperar a estreia do Brasil para começar a se posicionar.

Produtos oficiais e patrocinadores entram na disputa

A pesquisa também indica uma oportunidade relevante para marcas licenciadas e patrocinadoras. Entre os consumidores que pretendem realizar compras para a Copa, 74% afirmam que darão preferência a marcas patrocinadoras da Seleção Brasileira. Desse total, 53% dizem que essa preferência depende de preços acessíveis, enquanto 21% afirmam que escolherão patrocinadores independentemente do valor.

No mercado de produtos da Seleção, 47% dos consumidores pretendem comprar itens oficiais, motivados principalmente pela percepção de qualidade e durabilidade, citada por 57%. Outros 16% afirmam que optam por produtos oficiais por serem contra a pirataria.

Ainda assim, o preço segue sendo um desafio. Apenas 6% assumem que pretendem comprar produtos falsificados, mas 35% apontam o alto custo como principal barreira para adquirir itens originais. Outros 17% acreditam que a qualidade é equivalente, enquanto 19% dizem não se importar com a procedência ou originalidade do produto.

Preço, conveniência, disponibilidade e percepção de valor serão decisivos para transformar o interesse pela Seleção Brasileira em venda efetiva. bCom a convocação oficial, a Copa do Mundo deixa de ser apenas uma data no calendário e passa a ganhar rosto, nome e camisa. E, para quem vende, esse pode ser o momento exato de entrar em campo.

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